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Transtornos de Aprendizagem

 

Tenho um aluno com dificuldade de aprendizagem em classe, como posso auxiliar?

 

As crianças com transtornos de aprendizagem sejam quais forem as causas, são uma grande preocupação para professores, principalmente nas séries iniciais da alfabetização.

 

Os transtornos de aprendizagem podem ser causados por disfunção do processamento auditivo central, déficit de atenção e hiperatividade, distúrbios comportamentais e alterações neurológicas, mesmo em indivíduos com inteligência dentro da normalidade. Não será abordado neste artigo o transtorno de aprendizagem decorrente de privação sensorial (visual e auditiva), nem aqueles por conta de síndromes genéticas.

 

Muitas vezes as manifestações do transtorno podem ocorrer já na pré-escola, quando a criança não consegue ficar atenta às ordens/comandos verbais dos professores, mesmo em atividades corriqueiras; não conseguem manter a atenção em tarefas ou jogos por mais de dez minutos. Os encaminhamentos para avaliações fonoaudiológica, psicológica e neurológica podem prevenir que essas dificuldades se acentuem nas séries iniciais do ensino fundamental, atrasando a aquisição da leitura e escrita.

 

Em uma classe pequena (até dez alunos), é muito mais fácil para o professor lidar com aqueles alunos que apresentam o transtorno. No entanto, esse número de alunos em classe não é a realidade em nosso Brasil. O número de alunos por classe estende-se até 40 ou 42  (nas escolas públicas e mesmo em algumas escolas privadas).

 

A intervenção do professor em uma classe tão numerosa torna-se difícil e, muitas vezes, impossível. O que se orienta nessas situações são medidas que possam ser tomadas sem prejuízo da rotina de aula. As mesmas intervenções podem ser repetidas em casa durante a tarefa.

 

Manter a classe silenciosa (dentro do possível), organizada, com cortinas e materiais que não reflitam o som, deixando o ambiente com melhor acústica, tornando o espaço físico menos ruidoso. A criança com dificuldade de compreensão, atenção e aprendizagem, deve sentar-se em assento preferencial, ou seja, até a terceira fileira, próxima ao professor. Assentos próximos a porta ou janela  costumam dificultar mais a atenção sustentada, então, os assentos centrais são mais recomendados. Ordens/comando verbal em linguagem simples e segmentada podem facilitar o entendimento. Ao invés de: “Peguem o livro de língua portuguesa, abram na página 50 e façam o exercício cinco.” Fica mais fácil: “Peguem o livro de língua portuguesa” (aguarde), “abram na página 50” (aguarde). “Encontrem o exercício cinco e façam.” Outra sugestão: atividades que são complexas ou em situação de avaliação, após a explicação geral para a classe, é aconselhável que se explique para a criança separadamente, solicitando que ela repita o que foi explicado, garantindo assim seu entendimento (em clínica, chamamos de “resgate oral”).

 

Nas tarefas de casa, os pais devem entrar em ação auxiliando no que for possível, mas jamais fazendo a tarefa pela criança. O ambiente onde a criança estuda, deve ser o menos estimulante possível. Manter a TV e o celular desligados, bem como qualquer outro equipamento que possa dispersar a criança; material organizado sobre a mesa (somente o que vai ser usado na tarefa); anotações na agenda bem claras e objetivas, para que a criança não perca prazos de tarefas e entrega de trabalhos escolares. Habitue a criança a ter um calendário grande no seu local de estudo para que se acostume a verificar qual a próxima atividade que deve ser entregue ou qual a data de prova mais próxima.

 

A antecipação de conteúdo para a aula auxilia na organização temporal, melhora da memorização e interesse. Quando o professor antecipa o assunto da aula seguinte e solicita uma pré consulta ou pesquisa, funciona como um ótimo exercício de fixação. Por exemplo: ao avisar que será estudada a “fotossíntese”, e pedindo observações prévias  ou pesquisa sobre o tema auxiliará na compreensão e retenção do tema.

 

Os primeiros anos da alfabetização e de aquisição de conteúdo são fundamentais para que se crie uma rotina e disciplina no estudo. Com horários para estudar, descansar e retomar a tarefa, a própria criança conseguirá seguir com os próprios passos após alguns anos.

 

Não prive a criança de participação em passeios, excursões e outras atividades culturais promovidas pela escola. Quanto mais ela participar de eventos extras, melhor será sua adaptação social. Não deve também ser privada de brincar, participar de jogos com os amigos e familiares, pois sua dificuldade de aprendizagem não deve ser “castigada” restringindo sua convivência familiar e social.

 

Enfim, o que se tem visto é que as orientações de professores, profissionais e educadores que lidam com o transtorno de aprendizagem quando seguidas e acatadas ajudam a superar as principais dificuldades, melhorando o rendimento escolar.

 

Publicado em 01/09/2014

 
 

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