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Produção de Texto ou Pitanga, Carambola e Loro

 

A primeira fruta que me recordo de ver no pé, foi pitanga. Eu era bem criança e na casa de meu avô havia um pé no jardim, ao lado da varanda da casa. A segunda foi carambola; ficava no quintal, já grande e majestosa. Das duas eu lembro o perfume e a textura e nunca mais esqueci. O sabor adocicado e azedinho ao mesmo tempo, da pitanga e seu perfume tão suave (a memória olfativa tão importante nas recordações infantis). Da carambola eu lembro o perfume gostoso e o sabor característico. Falta o loro: também me pegou pelo olfato. Na casa de minha avó quando ela cozinhava o arroz ele estava lá, sem falta, dando o perfume que só esse tempero ou erva tem. Tempos depois é que fiquei sabendo que se chamava loro e era também responsável pelo sabor tão bom daquele arroz da infância.

 

O que pitanga, carambola e loro têm a ver com fonoaudiologia?

 

Escrevi algumas linhas com informações verdadeiras de minha infância, em alguns minutos, com facilidade e sem tormento. Porém, escrever um texto, uma redação em provas, vestibulares e Enem, é um verdadeiro tormento para a maioria dos alunos. Alguns chegam a chorar, a suar frio e não conseguem escrever. É um verdadeiro trauma. Alguns me dizem que preferem fazer qualquer tipo de tarefa a ter que fazer uma redação, uma produção de texto.

 

 Por que será?

Por que é tão difícil colocar no papel o que estamos pensando,o que queremos transmitir? Falar é mais tranquilo, não tem que se preocupar em não errar. Escrever é muito complicado tem que ficar escolhendo as palavras. Então, vamos refletir um pouquinho sobre essas duas situações: Quando falamos, em geral olho para o meu interlocutor, há a expressão corporal e a entonação da voz ajudando a comunicação. Eu faço pausa, sorrio, vejo a reação do outro. Quando escrevo somos: eu, minha mão, meus pensamentos, o papel. E aí dá um branco que não sei como continuar ou como começar.

 

Um bom exercício de desbloqueio é simplesmente escrever sem se preocupar com o tema. A escrita deveria ser um hábito tão natural quanto a leitura. Escrever sobre fatos corriqueiros e aparentemente sem importância permite que as ideias fluam mais tranquilamente. Não é preciso, a principio, preocupar-se com regras gramaticais, ortográficas e pontuação. Para que o exercício de desbloqueio surta efeito, é preciso escrever e procurar colocar detalhes. Depois de se colocar a ideia no papel, aí sim se faz a primeira leitura e os primeiros “acertos”. Algum tempo depois releia e faça outras correções. Exemplificando: descreva o que fez hoje pela manhã: “Levantei e fui para escola”. Agora com detalhes: “Levantei por volta das 6 horas quando minha mãe entrou no quarto e me chamou. O dia já estava bem claro e quente. Senti o cheiro do café vindo da cozinha. Tomei café com leite, comi pão quentinho com manteiga e queijo, peguei meu material e fui caminhando até a escola. Fui pensando na primeira aula que era de redação e língua portuguesa.”

 

A partir de um fato simples é possível escrever inúmeras linhas, é só treinar. Em provas, concursos e vestibular o que causa muito pavor é o tema. De repente, parece que não se sabe nada sobre o que se tem que discorrer. O treino sobre temas corriqueiros e simples permite que se tenha uma segurança ao escrever e que se organize o pensamento. Quando o tema é aparentemente difícil há formas de se escrever buscando trazer o conhecimento básico que todos temos como seres humanos que temos competência linguística e subconsciente que “muito sabe”.

 

Nas sessões de fonoaudiologia é possível treinar a técnica do bem escrever assim como a do bem falar. O desenvolvimento do raciocínio lógico, da organização do pensamento e da estruturação frasal coerente, aliados aos treinos constantes permitirá trazer à tona o “escritor escondido” que há em todos nós. Boa escrita!

 

 Publicado em: 11/01/2014

 
 

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