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Nossa escuta, nosso ouvir

 

  Em um mundo que prioriza o estímulo visual e ao mesmo tempo é extremamente ruidoso, nossa escuta, nosso ouvir é uma dádiva. Mas, ouvir não é tão fácil assim. É uma habilidade que se desenvolve ao longo dos anos, desde o nascimento. Não estou aqui abordando o grau de audição, cuja avaliação se faz através da audiometria tonal via aérea e da audiometria vocal em cabina acústica utilizando o equipamento denominado audiômetro, tão conhecido por nós fonoaudiólogas (os), visando constatar se os limiares tonais auditivos estão dentro dos padrões de normalidade. A nossa escuta, nosso ouvir vai além disso, é a nossa percepção auditiva. Se fôssemos colocar em escala, seria primeiramente o interesse, depois a atenção, a localização de onde vem a informação auditiva, o interesse novamente em permanecer atento, a discriminação do som, a atenção sustentada, a habilidade de figura-fundo linguística e não-linguística (ou seja, a mensagem principal me interessa e os ruídos não), a compreensão apesar das interrupções, a interpretação, a análise, a dedução e, sempre, o gostar de ouvir, permeando todas as fases.

 

  A criança começa a gostar de ouvir quando escuta “Era uma vez...” e pede “conta de novo” a mesma história que quase já sabe de cor. “Conta de novo” e ela já sabe o que vem pela frente e ouve e gosta de ouvir e confirma tudo novamente. O ouvir aquieta a mente, estimula a imaginação, cria experiências vivas na mente em desenvolvimento.

 

  Na vivência clínica do dia-a-dia, não é raro nos surpreendermos com pacientes com comportamento de surdos ou de pessoas com perda auditiva, mesmo tendo audição dentro da normalidade. Muitas vezes o desatento, o disperso, o desligado, pode apresentar comportamento que nos leva a suspeitar que não seja ouvinte. No entanto, na maioria das vezes, à medida que a atenção auditiva vai se desenvolvendo, o indivíduo torna-se mais “presente”, mais concentrado e até mais comunicativo. Descobriu o “fiozinho da meada” que o leva a ouvir com prazer.

 

  Um exercício de escuta que se pode fazer é: fechar os olhos, para eliminar os estímulos visuais e dirigir a atenção para os sons ou ruídos que se apresentam no ambiente: o som da TV, do ventilador ligado, do teclado do computador, do andar de alguém, do latido do cachorro mais ao fundo, a conversa na outra sala, o telefone tocando, o ruído mais distante ainda do trânsito, da moto que passou, a batida da porta do carro, a risada de alguém do outro lado da rua, o helicóptero... São inúmeros sons ou estímulos auditivos que nosso ouvido capta, nosso cérebro analisa e nos diz o que é.

 

  A audição é um sentido que não se “desliga”. Não dá para fechar os ouvidos. Mesmo que se coloque protetor auditivo, ainda conseguimos ouvir muitas coisas, ainda nos chegam muitas mensagens. Alguns estudos estão sendo desenvolvidos com relação à percepção auditiva em pacientes comatosos ou em pacientes em estado de rebaixamento da consciência (Falcão, Barros, 2011). Muitas pesquisas são necessárias para que se investigue e aprofunde o assunto. Contudo, é importante lembrar casos em que os parentes conversam e relatam ao doente o que está se passando ao seu redor, na família e no mundo afora e, mesmo leigamente, fazem menção ou descrevem reações denotando compreensão por parte do paciente. Então, vamos gostar de ouvir, gostar de escutar, silenciar e ouvir melhor, já que esse sentido nos acompanha, literalmente, a vida toda.

 

Publicado em: 24/06/2013

 
 

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