Home
Serviços
Patologias Atendidas
Convênios Médicos
Supervisão
Tire Suas Dúvidas
Processamento Auditivo Central
Fonoaudiologia
Fonoaudiologia e Prevenção
Saúde do Trabalhador
Artigos
Publicações
Localização
 
 
 
 
 
 
 

Muda vocal incompleta ou ausência de muda vocal

 

Quando se trata de transtornos na muda vocal (ou seja, a passagem da voz infantil para a voz adulta) há basicamente dois tipos que nos chegam à clínica para atendimento.  O mais comum é a muda vocal incompleta que se caracteriza por momentos alternados de voz fina e voz grossa. Às vezes o adolescente fala como um jovem de 20 anos; em outros como um menino de 10 anos. Esse transtorno costuma ser motivo de gozações, piadas e muitas vezes constrangimentos.

 

A voz nos meninos começa a se modificar por volta dos 11 ou 12 anos, não sendo, contudo, uma regra. Pode começar mais tarde por volta dos 13 ou 14 anos. Uma vez iniciada a mudança na frequência da voz, esta se torna mais grave até que todas as emissões passam a ser feitas com a nova voz. No período inicial é comum ouvir-se uma mistura de tons graves e agudos até que haja uma harmonia na voz.

 

No entanto, algumas vezes ocorre que a voz permanece infantil sem que haja nenhum sinal de mudança para o agravamento (são casos mais raros). O mais comum é que a voz fique com “altos e baixos” e que não se estabilize no grave.

 

Ambos os casos necessitam de atendimento fonoaudiológico para que a voz seja bem colocada e surja o timbre normal para aquele indivíduo. Não é possível agravar a voz mais do que o padrão para aquela pessoa, assim como não se pode agudizar a voz porque se quer uma voz mais fina.

 

O timbre e as características próprias de cada voz vão surgir com o tratamento, acreditando-se que o organismo busca a normalidade, seja no posicionamento das estruturas laríngeas, seja no padrão vocal em si.

 

Em geral no início do tratamento fonoaudiológico, uma vez que se intensificam os exercícios vocais, é comum surgirem sintomas como: rouquidão, falta de ar e desconforto na região laríngea, porém, com a continuidade do tratamento esses desconfortos desaparecem e a voz vai se “encorpando” até que se estabeleça o padrão esperado.

 

A fase que chamamos de “fixação/automatização”, costuma ser um pouco mais difícil do que a própria colocação da voz, pois o adolescente ou adulto jovem deverá utilizar a nova voz em situações gerais e muitas vezes isso causa estranheza tanto ao próprio indivíduo como aos amigos e familiares. Atender ao telefone e não ser mais reconhecido com a voz fina é sinal de que tudo está caminhando bem. Os casos de muda vocal incompleta ou ausência de muda vocal têm prognóstico muito bom desde que haja empenho por parte do paciente.

 

Bem mais raros são os casos em que a menina não apresenta mudança na voz após a puberdade. As mulheres por terem a voz em frequência mais aguda, não chamam tanto a atenção por terem voz infantilizada. Porém, também elas buscam atendimento para o aprimoramento vocal, principalmente quando na área profissional esse aspecto vocal pode ser um empecilho.

 

Os transtornos vocais decorrentes de ausência de muda vocal ou muda vocal incompleta podem trazer situações constrangedoras e inibições, porém, o tratamento fonoaudiológico é extremamente eficiente nesses casos.

 

Publicado em: 19/09/2014

 
 

Perguntas mais frequentes dos pacientes

Supervisão Atendimento a profissionais da área

PAC Processamento Auditivo Central

 

Contato

Fone: (11) 3699-2049

Fone/Fax: (11) 3682-5040

E-mail: fonoaudiolu@uol.com.br

 

©Fonoaudiolu 2006/2017  Política de Privacidade   E-mail: fonoaudiolu@uol.com.br