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Gagueira

 

  A gagueira pode ser definida como um distúrbio na fluência e/ou ritmo da fala, caracterizando-se por repetições, bloqueios e/ou prolongamentos nas emissões orais. Estas alterações são na grande maioria das vezes acompanhadas por tensão.

 

  A repetição de frases, vocábulos, sílabas ou fonemas, os bloqueios e os prolongamentos (de vogais ou consoantes) e a frequência com que ocorrem tornam muitas vezes difícil a comunicação e em alguns casos mais severos compromete a inteligibilidade. Muitas vezes a emissão é acompanhada por caretas, movimentos associados de pés, mãos, pernas, piscar de olhos, tremores de lábios, etc.

 

  Há uma fase do desenvolvimento da fala e linguagem na infância em que é comum que a criança apresente a “gagueira fisiológica” ou disfluência. Pode se manifestar entre os dois e os seis ou sete anos de idade, variando muito de criança para criança quanto à faixa etária, tipo e severidade e tempo de duração.

 

  A criança deverá passar por esta fase de forma tranquila sem ser alertada para essa ocorrência. Deve ser estimulada à fala, porém, sem ser forçada a isso. Não devem ser criadas situações constrangedoras. Especialmente as crianças que são mais tímidas devem ser incentivadas a conversar, mas, respeitando-se o seu tempo. Importante também é estabelecer claramente os turnos no diálogo: a vez da criança falar deve ser respeitada; não se adiante às respostas falando por elas; não as interrompa no meio de um relato. Quanto mais calmo for o ambiente de fala, mais tranquila e confiante a criança se sentirá para falar. Na fase de aprendizagem da fala ela deve entender que assim como aprende a andar de bicicleta também está aprendendo a se comunicar e deve entender que se errar deve continuar sem medo de cair. Ler histórias para a criança auxilia a tornar o seu vocabulário mais rico e incentivá-la a conversar e aprender coisas novas, é um dos melhores estímulos.

 

  Geralmente após iniciar o atendimento fonoaudiológico há melhora sensível da gagueira fisiológica, sendo que os momentos de piora tendem a diminuir cada vez mais e os momentos com boa fluência se tornam mais duradouros, até que toda a gagueira desaparece. No entanto, vale ressaltar que há casos em que mesmo com a terapia fonoaudiológica, não há regressão da gagueira, pode haver melhora, porém, não desaparece totalmente. Esses casos que seguem até a adolescência e idade adulta necessitam acompanhamento fonoaudiológico mais prolongado até que o indivíduo se sinta seguro e possa prosseguir sem o apoio terapêutico.

 

  O processo terapêutico tanto no adulto como no adolescente busca em primeiro plano o desenvolvimento da propriocepção, do autoconhecimento. Ou seja, ter pleno conhecimento do que ocorre no momento da fala; em que situação é mais difícil ou é mais fácil conversar; com quais pessoas da família ou do convívio diário se sente mais à vontade ou mais tenso no momento da fala. Listar as diversas situações desde as mais fáceis (como conversar com bebês, crianças pequenas, animais de estimação) até as mais difíceis (pedir informação a um desconhecido ou um aumento de salário ao chefe) e observar-se em cada um desses momentos é um dos processos que auxilia muito no conhecimento das características da própria comunicação e, mais ainda, das sensações e sentimentos envolvidos. Medo, vergonha, apavoramento, vontade de rir, de chorar, esquecimento do que ia falar, tristeza, alívio após conseguir se comunicar, etc., todos devem “acolhidos”, reconhecidos e principalmente não devem ser negados ou minimizados. Farão parte do processo terapêutico e essa percepção será útil na boa evolução do tratamento.

 

  Alguns tipos de gagueira podem estar associados a problemas neurológicos, psicológicos, afetivos, portanto em caso de dúvida, além da fonoaudiologia outros especialistas devem ser solicitados a avaliar o paciente.

 

  O tratamento fonoaudiológico, sem dúvida, só trará benefícios. Nem sempre será tão rápido quanto paciente e terapeuta desejam, mas com certeza será um aliado extremamente importante ao longo da vida da pessoa com gagueira.

 

Publicado em: 15/07/2013

 
 

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