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Processamento Auditivo Central e as Brincadeiras (antigas) Infantis

 

 Vamos recordar algumas brincadeiras que hoje muitas crianças não conhecem e que fizeram parte da vida de seus pais e avós.

 

  Sem precisar pensar muito temos: bolinha de gude, pião, mãe da rua, queimada, passa anel, que mês?, jogo de futebol com botão, pular corda, brincadeiras de roda, esconde-esconde, telefone sem fio (aquele com duas latinhas e um barbante) e por aí temos inúmeras.

 

  Cada uma dessas brincadeiras desenvolvidas, em geral, a partir dos 3 anos de idade permite à criança um desenvolvimento muito importante ativando áreas cerebrais que serão essenciais para maturação neurológica requerida para a aprendizagem em geral. O processamento auditivo pode ser definido (a grosso modo) como aquilo que entendemos ou interpretamos frente aos sons que ouvimos.

 

  Toda brincadeira que associa movimento, coordenação motora, ritmo, canto, rimas, etc. traz uma estimulação muito rica no que se refere à memória sequencial verbal e não-verbal, quanto ao desenvolvimento da linguagem e fala, quanto à articulação dos fonemas (sons da fala) e também às estruturas frasais e vocabulário.

 

  As parlendas (versos que são recitados em brincadeiras infantis) são excelentes exercícios para o desenvolvimento da memória auditiva. Pode-se recitar várias vezes até que a criança decore e consiga falar sozinha; se forem associadas a movimento motor ou coreografia, tornam-se mais ricas ainda. São exemplos de parlendas: um, dois, feijão com arroz...; serra, serra serrador...; rei, capitão, soldado, ladrão, moça bonita do meu coração...

 

  As brincadeiras de dramatização (por exemplo:de casinha, de posto de gasolina, de mecânico, de professora), promovem a organização do pensamento, o planejamento, a memória, o desenvolvimento cognitivo, tornando o jogo simbólico uma experiência ampla, proporcionando à criança imitação do adulto dentro do seu contexto de brincadeira. É uma forma de a criança entender o mundo adulto e do “cérebro” experienciar esse mundo.

 

  Jogos em grupo que necessitam regras e interação com os participantes trazem às crianças a aprendizagem do esperar minha vez, respeitar a vez do outro, perder e ganhar, divertir-se independente do resultado do placar. Interagir com o grupo, entender o jeito do outro, sendo que um é mais concentrado, o outro é mais disperso, o outro não entendeu as regras e precisa explicar novamente, o outro perdeu e jogou todas as peças do jogo para longe, o menor ainda não sabe contar direito e precisa de auxílio. Quanto enriquecedora são essas situações que melhoram a atenção sustentada e permitem à criança amadurecer do ponto de vista emocional, social e cognitivo.

 

  Muitas atividades desse tipo são utilizadas na terapia fonoaudiológica, para que a criança possa aprender de forma lúdica, levando consigo a experiência de que o conhecimento do novo pode ser muito divertido. Cada “brincadeira” tem um objetivo, uma sequência a ser cumprida e a aparente brincadeira faz parte, na verdade, de um ensinamento, de um propiciar à criança a aprendizagem sem cansá-la, sem focar nos erros e sim nos acertos e nos passos que consegue dar em seu desenvolvimento pleno.

 

Publicado em:25/04/2013

 
 

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